O Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) tem como finalidade proporcionar a todos aqueles, que de maneira ou outra, podem influenciar a saúde em Portugal, uma análise precisa, periódica e independente da evolução do sistema de saúde português e dos factores que a determinam. O propósito é facilitar a formulação e implementação de políticas de saúde efectivas.
Os seus principais objectivos podem resumir-se da seguinte forma: (a) analisar prospectivamente a evolução do sistema de saúde português; (b) tornar essa analise facilmente acessível a todos os interessados; (c) constituir e melhorar continuamente uma base de conhecimentos sobre a gestão da saúde, de forma a estimular a análise dos sistemas de saúde e a investigação sobre serviços de saúde; (d) reforçar as relações de trabalho com outras instituições e projectos Europeus similares, muito particularmente com o Observatório Europeu de Sistemas de Saúde.
O OPSS não toma posição em relação às agendas políticas da saúde. Procura antes analisar objectivamente o que tem estado a acontecer no sistema de saúde, desde os processos de governação até às acções dos principais actores da saúde, reunindo a evidência que suporta esses processos, acções e os seus resultados.
O OPSS é constituído por uma rede de investigadores e instituições académicas dedicadas ao estudo dos sistemas de saúde (Figura). Esta organização em rede permite uma considerável pluralidade de pontos de vista, uma importante complementaridade de competências e uma gestão flexível das capacidades disponíveis.
O OPSS produz anualmente um relatório síntese da evolução do sistema de saúde português (Relatório de Primavera), e elabora e publica trabalhos técnicos relacionados com este tema (Cuidados de Saúde Primários em Portugal, 2002). Para este efeito procura estabelecer progressivamente um dispositivo observacional adequado e promover regularmente reuniões técnicas para aprofundar os temas seleccionados para análise. O OPSS, para além de observar o presente e analisar o passado mais ou menos imediato, procura estabelecer cenários sobre o futuro e aprender através de uma comparação contínua entre o "previsto" e o "observado".
Para melhorar a capacidade do OPSS organizar e gerir uma base de conhecimentos adequada aos seus objectivos e partilhá-la com todos aqueles que se interessam pelo sistema de saúde português, está em curso o desenvolvimento de um portal "gestão.saúde" (www.observaport.org).


Figura - Observatório Português dos Sistemas de Saúde: Organização, lógica da produção e comunicação
O Observatório Português dos Sistemas de Saúde tem como finalidade proporcionar uma análise precisa, periódica e independente sobre a evolução do Sistema de Saúde Português. Para o efeito, desenvolve uma "base de conhecimentos" sobre os sistemas de saúde e aperfeiçoa continuamente a sua capacidade de análise e comunicação.
Critérios de independência e credibilidade do OPSS
|
· Rede universitária de investigadores: pretende garantir pluralidade, complementaridade e rigor. Os líderes dos projectos são necessariamente doutorados pelas universidades
· Plena abertura para contribuir substantivamente: qualquer contribuição tecnicamente idónea é bem acolhida independentemente da sua origem.
· Auditoria metodológica externa: OPSS recorre sempre que possível a auditorias externas para avaliar as suas opções metodológicas.
· Declaração de conflito de interesses: os redactores do relatório fazem obrigatoriamente uma declaração de eventual conflito de interesses publicada como anexo ao Relatório.
· Direito a contraditório: a todas as entidades que proporcionam dados ao OPSS este compromete-se a discutir os resultados da análise antes de a publicar. E assim tem acontecido.
· Financiamento misto: actualmente o financiamento é feito através das universidades – tempo de docência/investigação. Ocasionalmente outras contribuições por projectos específicos (POSI, Montepio, Ministério da Saúde). O princípio do financiamento misto é de não ficar dependente de nenhuma instituição.
· Atitude em relação à mudança: procura activamente aspectos positivos da mudança |
Coordenador Constantino Sakellarides
Investigadores Fundadores do OPSS Ana Escoval Cipriano Justo Jorge Correia Jesuíno Jorge Simões José Luís Biscaia Manuel Schiappa Paulo Ferrinho Pedro Lopes Ferreira Suzete Gonçalves Teodoro Briz Vasco Reis Vítor Ramos
Secretariado Técnico Marta Cerqueira Filipe Rocha |
Investigadores Colaboradores Alexandra Borges Álvaro Carvalho Ana Macedo Sardinha Ana Paula G. Rodrigues André Biscaia António Branco António Luz (falecido) António Rodrigues Carlos Basto Carlos Canhota Carlos Dias Carmo Cabedo Sanches Catarina Sena Cláudia Conceição Cristina Farinha Cristina Fiuza Domingos Neto Emília Nunes Eva Falcão Fátima Candoso Fernanda Dias Fernando Gomes Fernando Leal da Costa Francisco Guerreiro Francisco Ramos Helena Gonçalves Hilson Filho Inês Fronteira Isabel Aires Isabel Craveiro Isabel d'Avillez Isabel Loureiro J. Guilherme Sampaio Faria Jaime Correia de Sousa João Breda João Pereira Joaquim Judas Jorge Cabral Jorge Mourão José Ferro José Nascimento José Vinhas Laura Silveira Luis Pisco Luís Saboga Nunes Madalena Teles de Araújo Manuela Coelho Manuela Mota Pinto Margarida Bugalho Margarida França Margarida Ornelas Margarida Santos Margarita Alfaya Maria Cruz Maria de Fátima Rato Maria João Gaspar Maria José Ribas Nelson Guerra Óscar Domingos Lourenço Paula Page Paulo Boto Paulo Freitas Paulo Kuteev-Moreira Paulo Vitorino Pedro Beja Afonso Ricardo Santos Rogério Carvalho Rosa Gallego Rosário Silva Horta Rute Reis Vanessa Rodrigues Vera Romão Vítor Raposo |