A convergência do avanço da farmocogenética com o da caracterização do genoma humano, já no inicio da presente decada, resultou na transição da farmacogenética para a farmacogenómica (termo introduzido em 1997). Embora farmacogenética e farmacogenómica sejam termos sinónimos para todos os efeitos práticos, esta transição implicou o estudo do conjunto de genes cujos produtos estão envolvidos na resposta a fármacos (enzimas metabolizantes, transportadores, receptores, anticorpos contra antigénios especificos de farmacos, cinases, enzimas reparadoras de danos no DNA, genes de susceptibilidade a doenças,...). Trata-se de uma abordagem "pan-genomica" de elucidação da hereditariedade das diferenças entre os individuos no que respeita a fármacos.
In: João Lavinha. Integração da farmacogenética e da farmacogenomica na personalização da terapêutica medicamentosa. Revista de Saúde Amato Lusitano 2005, IX (21): 7-11